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16 de mar. de 2026
Entenda por que os rins do seu pet merecem acompanhamento mesmo quando ele parece saudável e como exames ajudam a prevenir problemas renais.
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Saúde renal em pets: por que acompanhar os rins do seu pet
Os rins do seu pet trabalham todos os dias. Eles filtram o sangue, eliminam resíduos pela urina e mantêm o equilíbrio de líquidos e minerais no organismo. E fazem tudo isso em silêncio.
Justamente por funcionarem sem dar sinais imediatos, a saúde renal costuma ser esquecida até que um problema apareça. Mas o acompanhamento pode e deve começar muito antes disso.
O que fazem os rins do seu pet
Os rins são órgãos essenciais para o funcionamento do organismo animal. Entre suas principais funções estão a filtração do sangue, a eliminação de substâncias tóxicas pela urina, a regulação da quantidade de água no corpo e o controle do equilíbrio de eletrólitos e minerais.
Esse trabalho acontece o tempo todo, mesmo quando o pet parece completamente saudável.
Por que a doença renal em pets pode passar despercebida
Uma característica importante dos rins é a capacidade de continuar funcionando mesmo quando já estão sofrendo algum desgaste. Muitos pets continuam comendo normalmente, brincando e mantendo o comportamento habitual mesmo quando o organismo já está sobrecarregado.
Isso significa que esperar por sintomas visíveis pode resultar em um diagnóstico tardio. Quando os sinais clínicos aparecem, como perda de apetite, aumento da sede, vômito e emagrecimento, a função renal frequentemente já está comprometida de forma significativa.
Por isso, o acompanhamento preventivo é tão importante.

Exames para avaliar a função renal em pets
O principal caminho para monitorar a saúde renal do seu pet é por meio de exames laboratoriais. Os mais utilizados na rotina veterinária incluem:
Ureia e creatinina sérica: são os marcadores tradicionais de função renal. Valores elevados indicam que os rins não estão filtrando o sangue de forma adequada. A limitação é que ambos só se alteram quando há perda significativa de função renal.
SDMA (dimetilarginina simétrica): marcador mais recente e sensível, capaz de detectar alterações renais antes que a ureia e a creatinina se modifiquem. O SDMA pode indicar comprometimento renal com até 40% da função ainda preservada, permitindo intervenção mais precoce.
Urinálise completa: avalia a concentração da urina, a presença de proteínas, glicose, células ou bactérias. A baixa capacidade de concentrar a urina é um dos primeiros sinais de disfunção renal.
Relação proteína/creatinina urinária (UPC): detecta proteinúria, que pode indicar lesão nos glomérulos renais mesmo antes de outros parâmetros se alterarem.
O conjunto desses exames permite ao veterinário ter uma visão mais completa da saúde renal do pet ao longo do tempo.
O que mais influencia a saúde renal do pet
Além do monitoramento laboratorial, alguns fatores do dia a dia impactam diretamente o funcionamento dos rins. A ingestão insuficiente de água é um dos principais, especialmente em gatos alimentados exclusivamente com ração seca. O excesso de sódio na dieta, o uso prolongado de certos medicamentos e infecções urinárias recorrentes também podem comprometer a função renal ao longo do tempo.
Pequenos ajustes na rotina, orientados pelo veterinário, podem ajudar a preservar a saúde dos rins por mais tempo.
Cuidado preventivo começa antes dos sintomas
Quando os rins funcionam bem, ninguém lembra deles. Mas o monitoramento periódico faz diferença real na qualidade de vida do pet, porque permite identificar alterações sutis antes que evoluam para estágios mais graves.
Converse com o veterinário sobre quando iniciar a avaliação renal do seu pet e quais exames fazem sentido para o perfil do animal. Cuidar da saúde renal é uma das formas mais concretas de cuidar da longevidade do seu companheiro.
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